Castelo Mendo, Portugal – Trilogia…

Com esta foto poderíamos recuar uns 70 anos no tempo, já que ela podia ser bem representativa deste país em pleno Estado Novo. O pelourinho, representando o poder do estado e o império colonial, com a cruz de Cristo presente, símbolo máximo da religiosidade a que o país estava confinado. O velhote com o burro, depois de um dia árduo na agricultura, imagem do país rural tal qual se pretendia, provavelmente a caminho da sua humilde casinha, onde a mulher e os filhos o esperavam com a mesa posta. Deus, Pátria, Família.

4 thoughts on “Castelo Mendo, Portugal – Trilogia…

  1. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mudam-se os regimes que regem os países…
    Os burricos estão em vias de extinção e, os de duas patas abundam…obtusos, com palas idênticas nos olhos. [este, por acaso, não tem palas 🙂 ] Só que, ao invés de olharem sempre em frente, como os seus homónimos, olham para o próprio umbigo…
    …e assim vai Portugal…com mais anos de Regime Democrático – em cima do lombo – do que os que teve de Regime ditatorial, de triste memória!

    Bela memória e analogia, foi a do autor do texto e da fotografia. 🙂
    Excelente trilogia… 🙂

  2. Eu não posso recuar esses anos todos, porque 70 anos é muito tempo. Não sei como era tempo. E como nesse tempo não existia “faicebuque” não posso consultar a cronologia.
    😀

    Mas se a fotografia existe, é porque não é preciso recuar tanto tempo. Basta recuar (viajar) até os sítios mais esquecidos deste nosso país. Aqueles sítios que os governantes sabem que existem, mas que só “lembram-se” deles quando é tempo de campanha eleitoral com as câmaras de filmar em redor.

  3. Olhe que pena…esqueci-me de mandar saudações…
    …aí vão, então, Saudações Medievais…com maiúsculas para compensar… 🙂

  4. E neste país, onde infelizmente a burrice ainda impera, e a memória é curta… e agora que há possibilidade de votar e decidir… e que não haveria no tempo do Estado Novo… a abstenção já vai nos 70 e tal por cento!…
    Vejamos que valores atingirá, nas próximas eleições… se o dia das ditas, calhar num dia de Outubro, cheio de sol e calor… ou se calhar num dia cheio de chuva e tempo miserável…
    Gostei imenso da foto, e do texto que a acompanha, que em conjunto nos desvenda tão bem, os traços da nossa Portugalidade…
    Saudações democráticas
    Ana

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